terça-feira, 27 de novembro de 2007

Mulheres são prejudicadas por falta de delegada

Mulheres são prejudicadas por falta de delegada

A falta de uma delegada na Delegacia da Mulher de João Pessoa está prejudicando o atendimento de mulheres vítimas de violência. Com a saída nesta segunda-feira (26) da delegada titular Nadja Fialho, designada para a Delegacia de Acidentes de Trânsito; e a ausência de Cléa Lúcia Gomes, que está de férias, muitos inquéritos estão paralisados.

De acordo com um funcionário da delegacia, a escrivã Marilene é quem está assumindo a função "até que a delegada Cléa volte de férias". Segundo informações colhidas pelo Portal Correio na própria delegacia, ela só deverá voltar na quarta-feira, 5 de dezembro.

O problema foi confirmado pela auxiliar de enfermagem Raimunda do Nascimento Gonçalves, de 46 anos. Ela contou que procurou a Delegacia no dia 29 de agosto, depois de ter sido agredida pela irmã, a auxiliar de escritório Marta Sueli do Nascimento, de 36 anos.

Raimunda disse que desde então, tem sofrido com a morosidade nas investigações. Além de o laudo do exame de corpo de delito ter demorado mais de 30 dias para sair, ela teve que esperar mais de um mês para conseguir marcar uma audiência para que suas testemunhas fossem ouvidas.

Nesta segunda-feira (26), quando finalmente iria ter sua primeira audiência, Raimunda foi surpreendida com a notícia da saída de Nadja Fialho.

"Estou prejudicada porque preciso da conclusão do inquérito policial para entrar com uma ação contra minha agressora no Ministério Público", lamentou Raimunda. E acrescentou: "Agora o meu caso está empancado. Estou sendo ameaçada diariamente e sem delegada não há como continuar as investigações".

O secretário de Segurança Eitel Santiago confirmou a saída de Nadja Fialho da Delegacia da Mulher. Ele disse que em seu lugar vai ficar Cléa Lúcia Gomes, agora como titular.

domingo, 18 de novembro de 2007

Mulheres que orgulham a Paraíba


Isabel da Loca, essa mulher é rocha


Ao longe descortina-se a bucólica paisagem esculpida em rocha bruta. Os cactos formando pastos nas poucas manchas de solo apertadas entre os rochedos gigantescas e multiformes. Algumas dessas pedras gigantescas, de traços figurativos, parecem balançar ao vento, curvando-se ameaçadoramente sobre o teto das toscas casas. Morando sob um desses imensos monolitos, a maestrina e tocadora de pífano Isabel da Loca, participante do Fórum Mundial Cultural, e do alto de seu metro e cinquenta e oitenta anos, é ilustre convidada para apresentar sua arte em eventos musicais da Europa. Na mesa dessa extraordinária figura humana, apenas meio pacote de fubá e um jerimum ainda verde, para toda a família: Isabel, o filho e os netos. É assim que o Brasil incentiva a cultura.

Com filhos e netos, Isabel vive numa loca, onde come dorme e toca o instrumento de sopro.
Na entrada da toca um pequeno e magro cachorro de olhar perdido, mal abre os olhos diante dos visitantes, os turistas sertanejos. Na cozinha, os mantimentos resumem-se a meio pacote de fubá e um jerimum ainda verde sobre a mesa nua.
Zabé da Loca, como é conhecida, tem 73 anos dedicados à arte musical ? o irmão lhe ensinou a tocar pífano aos sete anos, em Buíque, sua terra natal, no estado de Pernambuco. Recentemente, Isabel gravou um CD, com cantorias que fazem parte do acervo folclórico regional, onde toca e canta acompanhada dos músicos da Serra da Matarina, no Município de Prata, nos Cariris Paraibanos.
O canto de Zabé é mais um sussurrro, daqueles que vivem entrincheirados vendo a vida passar lá fora, e os de fora pouco se importando com os que estão alí dentro, da rocha. É isso mesmo, Isabel parece ter vivido tempos geológicos na idade da pedra. Foram necessários dezenas de anos para que o talento de Zabé fosse reconhecido.

? Ò de casa, ó de fora
Maria vai vê quem é,
Maria vai vê quem é...
É os cantadô de rei
È os cantadô de rei
Quem mandô foi São José
Quem mandô foi São José. ?

Além do Bendito São José, Isabé e Banda registraram no CD verdadeiras pérolas do canto popular, como a Briga do Cachorro com a onça, Pifada na loca, Alvorada de todos os santos, Meu loro dê cá o pé, e outros.
Não para a humanidade, mas para o Brasil é somente isso.
Mesmo com tanto incentivo à cultura, lei rouanet, e não sei mais o quê, Zabé, a maestrina da Serra da Matarina, jaz no encanto de seu canto na toca sem fronteiras. Como ela mesma diz: ?Imersa no mundo animal, bem melhor que o dos homens, entre cobras e lagartos?.

Tem fé em Deus Zabé, a justiça divina tarda mas não falta, breve você será chamada para animar os bailes celestiais.

Texto: Giovanni Seabra
Foto: Marcus Russo

Dia internacional da não-violência contra as mulheres


Esta é Danelle Rufino de Lima de 13 anos que foi barbaramente asssinada, será que ela vai ficar no rol das esquecidas?

Dia internacional da não-violência contra as mulheres
Inácio Andrade Torres


25 e 27 de novembro são duas datas relevantes para a conscientização mundial em favor da promoção da igualdade de gênero. Celebram-se respectivamente: o 25, a declaração do Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, homologado no Primeiro Encontro Feminista da América Latina e Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, como justa homenagem a “Las mariposas”, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, Minerva, Pátria e Maria Tereza, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas nesta data, em 1960, pela Ditadura de Rafael Leônidas Trujillo; e o 27, data da ratificação pelo Brasil, em 1995, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a violência contra a Mulher – convenção de Belém do Pará.

O certo é que a partir dos anos setenta, inúmeras ações têm sido feitas na busca de se erradicar a violência contra as mulheres.Dentre essas, pela abrangência, destacamos a Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, uma iniciativa do Centro para Liderança Global das Mulheres, cuja realização desde 1991, acontece em aproximadamente 130 países, tendo por objetivo evidenciar que a violência contra as mulheres é uma violação aos direitos humanos.Essa campanha estende-se de 25 de novembro, dia Internacional da Não - Violência contra as Mulheres a 10 de dezembro, dia internacional do Direitos Humanos.

Campanha como essa, faz-se urgentemente necessária, sobretudo em recantos do mundo onde se perdeu a fé em Deus e o respeito pelos humanos.A África é um desses recantos.Ali, metade da população é portadora do HIV, vírus da AIDS e há uma crença religiosa que conduz as pessoas a uma banalização da vida e da pessoa humana sem precedentes. Crianças violentadas acreditam que uma relação sexual com uma virgem poderia curar o HIV ou a AIDS.

Recentemente, conforme divulgado na internet, dois adultos, portadores de HIV, estupraram uma bebê de 9 meses, na crença de que seriam curados. Essa crença não deixa de ter relação direta com o grande número de casos de abuso sexual de outras crianças muito novas, inclusive bebês. Na Cidade do Cabo, o hospital para crianças da Cruz Vermelha avaliou em dezembro de 2002, depois de nove anos de pesquisas, que a faixa de idade com maior número de casos de internação por causa de abusos sexuais era a das crianças de três anos.

No Brasil, embora essa campanha constitua-se em um fato de grande importância social e humana, a ela tem sido dada pouca atenção. A violência contra as mulheres no Brasil continua como um indicador que nos entristece e nos envergonha diante do mundo. O imobilismo da sociedade, o não cumprimento das leis, e a ausência de políticas públicas e educativas permanentes em todos os níveis escolares, são fatores que contribuem para a existência de quadros estarrecedores como o que foi recentemente divulgado na Paraíba, onde se constatou que, de janeiro até outubro deste ano, 37 mulheres foram assassinadas por maridos, amantes ou ex-maridos. Nesse mesmo período, segundo as estatísticas oficiais, foram registrados 30 estupros, cujas vítimas tinham idades compreendidas entre 13 e 46 anos.Pasmem: em Cajazeiras, segundo o Centro de Defesa da Mulher, só em 2005, 271 mulheres foram vítimas de violência.

Apesar desses números, não se pode negar o vigoroso trabalho que, insistentemente, vem sendo realizado pelo Brasil afora, por várias instituições governamentais e não governamentais. Na Paraíba, o Centro 8 de Março, por exemplo, tem realizado um excelente trabalho em prol do combate sistemático ao abuso e exploração sexual infanto-juvenil, ao tráfico, e a violência contra mulheres e crianças. Outras entidades lutam pela redução da mortalidade materna; contra a exploração da mulher e da criança em atividades domésticas; contra a discriminação racial e pela valorização das trabalhadoras domésticas, urbanas e do campo.Em Cajazeiras, louve-se o Centro de Defesa da Mulher “Márcia Barbosa de Sousa” que, apesar do pouco tempo de funcionamento, tem demonstrado boa vontade no cumprimento de seus propósitos, daí merecer com justiça o apoio dos poderes públicos e da sociedade.No campo jurídico, essas entidades têm conseguido também grandes vitórias na luta pelo fim da violência contra as mulheres. A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher ou Lei Maria da Penha é uma dessas conquistas. Sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo president Lula e vigorando a partir de 21 de setembro, essa lei tem como objetivo aumentar o rigor das punições das agressões contra a mulher.

A denominaçao dessa lei homenageia Maria da Penha, uma biofarmacêutica que lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado, tornando-se pela sua coragem um símbolo contra a violência doméstica.Ela foi agredida pelo marido durante seis anos, em Fortaleza, no vizinho estado do Ceará. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira vez, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas, entre 6 e 2 anos de idade. A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Mesmo praticando tamanha brutalidade, o marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento, quando ficou apenas dois anos em regime fechado.

A lei Maria da Penha altera o Código Penal brasileiro e possibilita que agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, os agressores também não poderão mais ser punidos com penas pecuniárias, como pagamento de multas ou de cestas básicas. A legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto, - antes de seis meses a um ano, agora de três meses a três anos - e ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.

Sobre essa lei, a própria Maria da Penha argumentou que “significa uma nova mentalidade, uma nova esperança. Representa o primeiro passo para que homens e mulheres vivam de forma igual. É a oportunidade de se caminhar para uma relação familiar mais harmoniosa”.

Dentre situações que envolvem as mulheres, sem demérito às demais, uma, pela relevância e abrangência, merece destaque. Trata-se da relação violência e HIV/AIDS, enfatizada no ano passado durante a Campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.
Segundo Léticia Massula e Mônica de Melo, alguns estudos indicam que as mulheres submetidas à violência estão mais susceptíveis a contraírem o vírus HIV. Negociar sexo seguro, tanto com o parceiro quanto com um estranho, é uma dificuldade para as mulheres. A violência e o medo tornam mais difícil esta negociação.

Conforme o Boletim epidemiológico AIDS/2003, do Ministério da Saúde, no Brasil, o HIV/AIDS já atingiu 258 mil pessoas, sendo 73 mil mulheres e 185 mil homens. Entre elas, 55% têm de 20 a 29 anos. Segundo a mesma fonte, a relação homem/mulher infectados na década de 80 era de 25 homens para 1 mulher. Hoje, essa relação é de 2 homens para 1 mulher. O HIV/Aids tem trazido riscos adicionais para as mulheres afrodescendentes, em especial das camadas mais pobres, porém o sistema de saúde começou a considerar as especificidades das mulheres negras recentemente, tendo a partir de 2002, o Ministério da Saúde passado a incluir o item raça/etnia na ficha de notificação do HIV/Aids.

Como se vê as vitórias (na educação, saúde, políticas públicas, justiça e segurança) das mulheres foram muitas, mas ainda há grandes desafios e lutas pela frente. Daí porque neste dia é salutar pensarmos no compartilhamento contínuo e permanente dessas conquistas com os homens. Aliás, somar esforços, consolidar parcerias e minimizar distâncias devem ser sempre a aspiração de homens e mulheres em favor da justiça, da solidariedade, da igualdade, do respeito e do amor entre os humanos.

Encerro esse artigo com um trecho do Talmud Hebreu, um livro que contém ditados dos rabinos, em que diz: “Tome cuidado ao fazer uma mulher chorar, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher saiu da costela do homem e não dos pés para ser pisoteada. Saiu sim, do lado do homem para ser igual, de debaixo do seu braço para ser protegida e do lado do seu coração para ser amada”.

*Inácio Andrade Torres – é sanitarista, educador e professor da UFCG, Campus de Cajazeiras(PB).

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Onde as Mulheres podem Pedir ajuda.

PARAÍBA

Dados fornecidos por Malu Oliveira, do Cunhã Coletivo Feminista

CEAV - Centro de atendimento às vítimas de violência
Jaguaribe – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3222-8383 / 3218-4473

Conselho Tutelar Sul
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3218-9836

Conselho Tutelar
Bairro dos Estados – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3214-7931

Defensoria Pública Estadual
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3218-6914 / 3218-6927 / 6967
wagnafaustino@hotmail.com

Delegacia Especializada da Mulher de João Pessoa
João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3218-5317 / 5316

Delegacia Especializada da Mulher de Campina Grande
Centro – Campina Grande/PB
Tel.: (83) 3310-9345 / 9310 / 9309

Delegacia Especializada da Mulher de Guarabira
Guarabira/PB
Tel.: (83) 3271-4144

Delegacia Especializada da Mulher de Patos
Centro – Patos/PB
Tel.: (83) 3421-3449

Delegacia Especializada da Mulher de Cajazeiras
Centro – Cajazeira/PB
Tel.: (83) 3531-4480

Delegacia da Infância e Juventude da Capital
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3222-6156

Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena
João Pessoa – PB
Tel.: (83) 3218-7775

Programa de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual – Maternidade Frei Damião
Cruz das Armas – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3215-6066 / 6003 (geral)
PAMVVS: (83) 3215-6049

Programa Sentinela Municipal
Bairro dos Estados – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3214-7985

Programa Sentinela Estadual
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3218-6662

Secretaria Estadual de Saúde
Rede de Atenção às Mulheres, Crianças e Adolescentes em Situação de Violência
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3218-7344

Cunhã Coletivo Feminista
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3241-5916 / 3241-6595
cunhan@cunhanfeminista.org.br

Centro da Mulher 8 de Março
Centro – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3241-6828 / 3241-8001
cm8mar@uol.com.br

Casa da Mulher Renasce Companheira
Jardim Veneza – João Pessoa/PB
Tel.: (83) 3262-7824 / 8802-8593 / 8804-0628
info@renascecompanheira.org.br / cmrc@renascecompanheira.org.br

Concessionária de carros de Natal usa a violência contra a mulher para atrair clientes


Propaganda machista e violenta: Anúncio publicado em
29 de abril no jornal Tribuna do Norte

Ematomas, arranhões, esparadrapos tampando feridas... O rosto de uma mulher espancada, o rosto de milhares, milhões de brasileiras que todo dia, nos seus próprios lares, sofrem a mais covarde forma de violência: a doméstica.

Mas este rosto não é a foto de uma matéria de jornal sobre violência contra a mulher. É a propaganda de uma concessionária de carros de Natal (RN), a Via Costeira, produzida pela agência de publicidade Lumina e publicada na edição de 29 de abril do jornal Tribuna do Norte, um dos dois diários de maior difusão no Rio Grande do Norte. A logomarca que aparece no anúncio é a da Wolkswagen, multinacional alemã da qual a Via Costeira é concessionária. A propaganda mostra este rosto de mulher espancada com a chamada: "Mecânica, funilaria e pintura Via Costeira. Tá na cara que precisa".

Mais uma vez, a mulher é coisificada para produzir lucro, através da sua comparação com a carroceria de um carro. Além disso, a alusão à violência doméstica não é apenas de um horrível mau gosto: é um desrespeito, um insulto, um ultraje à dignidade de todas as pessoas de sexo feminino, aliás, de todas as pessoas com consciência. Para quem viveu ou vive na própria pele, todo dia, esta barbárie, uma propaganda como esta não é só uma ofensa: é uma lâmina que abre feridas impossíveis de cicatrizar.

A violência banalizada, reduzida a mera questão "estética", e a coisificação da mulher, mais uma vez, são utilizados como veículo de produção de lucro. Pelo visto, este último - na ótica da agência de publicidade que fez o anúncio, da concessionária que o aprovou e dele se beneficiou e do jornal que o publicou - tem prioridade sobre a dignidade da mulher e da pessoa humana.

Na tarde do próprio dia 29 de abril, uma comissão da Rede Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte composta por Roberto Monte (Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos), Elizabeth Nasser (Coordenadora do Fórum de Mulheres do RN), Marcos Dionísio de Medeiros Caldas (Ouvidor da Defesa Social) e Antonino Condorelli (Editor-chefe de Tecido Social) esteve na redação da Tribuna do Norte para notificar a indignação perante este anúncio de todos os que acreditam nos direitos da pessoa humana.

Além disso, o Conselho Estadual de Direitos Humanos enviou uma representação junto ao Procurador Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Fernando Vasconcelos, contra a concessionária de carros Via Costeira, a agência de publicidade Lumina e a empresa Wolkswagen, pedindo que o Ministério Público do Estado tome as providências necessárias.

Fonte: Jornal Tecido Social
Por: Antonino Condorelli

Carta enviada pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos ao Procurador Geral de Justiça do Rio Grande do Norte

Senhor Procurador,

A veiculação de uma peça publicitária da Costeira Veículos, publicada na edição de 29/04 da Tribuna do Norte, tentando mais uma vez coisificar a imagem da mulher no afã de receber mais clientes, demonstra de forma cabal o menosprezo à vida e, sobretudo, agride a todos, homens e mulheres, e provoca uma dor lancinante em quem já foi vítima da covarde e hipócrita violência doméstica, como de qualquer outro tipo de violência.

Não se trata de mensagem subliminar. A empresa coisifica com mau gosto exacerbado a mulher. Assume o preconceito tanto no tocante à infeliz alusão à violência como na medida em que cria barreiras a quem tem uma aparência fora do padrão. Ademais, afronta a dignidade da mulher - e dos homens não violentos - e estimula o preconceito contra os diferentes.

O lucro não é tudo, o mercado não é infalível. A publicidade tem que ter ética e responsabilidade social. O Artigo 5 da Constituição Federal precisa ser assimilado e cultivado por todos, inclusive empresários nacionais e internacionais.

Estamos, pois, repudiando a utilização - mais uma vez - da violência como uma vereda para a potencialização do lucro, solicitando a pronta intervenção do Ministério Público para as providência cabíveis.

Sem mais para o momento, renovamos os protestos de estima e Consideração dedicadas a Vossa Excelência e ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte

Roberto de Oliveira Monte
Presidente

Elizabeth Nasser
Conselheira

Violência contra a Mulher





A violência contra as mulheres é crime e a lei prevê punição para quem os comete. Mas, para isso, é necessário que os agressores sejam denunciados, o que nem sempre é fácil.
Muitas mulheres sentem vergonha ou têm medo de recorrer a uma delegacia tradicional para denunciar a violência e os abusos que sofrem. Para contornar esse problema, foram criadas as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM).
Para oferecer um espaço mais adequado e acolhedor a essas mulheres o atendimento também é feito por profissionais do sexo feminino. Essas profissionais são especializadas em investigar crimes cometidos e orientar mulheres vítimas de violência.
Os crimes contra a mulher não precisam ser denunciados exclusivamente nas Delegacias de Defesa da Mulher. Todo o distrito policial pode receber estas queixas e, caso a vítima solicite, o caso pode ser transferido para uma das Delegacias de Defesa da Mulher. Para que a transferência ocorra, é preciso que ela seja solicitada no registro da ocorrência.

Os principais casos atendidos na Delegacia de Defesa da Mulher:


Lesão Corporal: casos de espancamento, socos, bofetões, pontapés, e uso de objetos contundentes (facas, tesouras etc).

Estupro: relação sexual forçada por meio de violência ou ameaça (relações sexuais forçadas entre: marido e mulher; com deficiente mental; menores de 14 anos também são consideradas estupro).

Atentado violento ao pudor: contato íntimo forçado, sem relação sexual.

Rapto: condução a força ou sobre ameaça para algum local com a intenção de ter contato íntimo, sem completar uma relação sexual.

Ameaça: intimidação, através de palavras ou gestos, indicando a intenção de fazer algum mal.
Calúnia: falsa acusação

Difamação: ofensa contra a honra, na presença de outras pessoas.

Injúria: ofensa, sem a presença de testemunhas.

A delegacia também atua em casos de separação de casais, pensão alimentícia, partilha de bens e busca de filhos.

É importante saber que:

A delegada não pode arquivar o inquérito. Ou seja, ela não pode interromper a investigação que já foi iniciada através do Boletim de Ocorrência. Só o juiz pode mandar arquivar o inquérito policial.
O acusado tem sempre o direito de ser defendido por um advogado. O Estado tem a obrigação de fornecer um advogado aos acusados sem recursos.
Nos casos de violência sexual (estupro, sedução, atentado violento ao pudor, rapto), a delegada orientará a vítima a pedir a punição do agressor (queixa-crime). O prazo para fazer esse pedido é de 6 meses. Sem o pedido, o agressor não poderá ser punido pela lei.
Geralmente, as vítimas de violência sexual sentem-se envergonhadas ou com medo de denunciar o agressor. Para evitar constrangimento, a vítima tem o direito de pedir ao juiz para realizar as audiências do processo a portas fechadas, protegendo, assim, a sua intimidade.
Procure logo a Delegacia. Tudo o que você disser pode ser importante para denunciar a violência que você sofreu processar o seu agressor. Não deixe o tempo passar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Agora e só relaxar e Embuchar


Agora a coisa melhorou para aquelas senhoras que gostam de descansar mais que o suficiente, agora é só ficar buchuda. È muito bom ficar seis meses em casa, só mandados a babá tomar conta do bebê. Ir ao shopping vai ser legal. No interior tem dessas coisas não, visse! A mulher assim que tira o resguardo vai logo pro roçado limpar mato. Dar de mamar só á noite quando chega.O filhinho nem sequer tirou os cueros e já vai se virando como pode. Comer papa e tomar caldo de feijão é o alimento indispensável, e crescem forte feito um touro, nem gripe tem. Aqui na cidade, os bebês são criados com tantos cuidados e só vivem dodói, engraçado, né.

Fui criada assim, quando comecei a me arrastar (engatinhar) minha salinha era o terreiro, meu lanchinho, era barro das paredes da minha casa, minha babá era uma porquinha e um vira-lata chamado tupy, eles vigiavam a gente, para mamãe trabalhar. Criei-me uma negona nunca tive doença, hoje meus filhos são criados com tantas frescuras e de vez em quando estou no pediatra com eles.
O que vai ter mulheres relaxando e embuchando!!!!!

Vamos ver esta noticia:

Senado aprova incentivo à ampliação da licença-maternidade para seis meses

A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) do Senado aprovou nesta quinta-feira o Programa Empresa Cidadã, que prevê a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. A decisão é válida para trabalhadoras de empresas privadas que aderirem ao projeto. A adesão é facultativa, tanto para a empresa quanto para a trabalhadora.

O projeto prolonga de 120 para 180 dias a licença-maternidade, permitindo que mãe e filho convivam por mais tempo. O objetivo do projeto é destacar a importância do vínculo entre a mãe e o bebê, garantindo a amamentação nesses seis meses. Nos primeiros meses de vida do bebê, o leite materno funciona também como uma espécie de vacina para vários tipos de doença comuns no período.


O projeto que amplia a licença-maternidade para seis meses é de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE)

Segundo a proposta, o salário dos dois meses excedentes seria pago pelas empresas, e não pela Previdência Social. A idéia é não sobrecarregar o INSS, que já gasta por ano cerca de um bilhão de reais para manter em casa mulheres que acabaram de dar à luz.

O empregador, por sua vez, terá isenção total no Imposto de Renda do valor pago às trabalhadoras nos dois meses a mais de licença.

O projeto foi aprovado por unanimidade e em decisão terminativa, ou seja, segue agora diretamente para votação na Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo plenário do Senado. Se aprovada, bastará a sanção do presidente.

Foram aprovadas cinco emendas ao texto, entre as quais a que inclui entre as beneficiárias a trabalhadora que é mãe adotante.

Durante a sessão, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), autora do projeto de lei 281/05, que trata da ampliação, disse que a renúncia fiscal seria de cerca de R$ 500 milhões, devido à dedução do IR, caso o projeto seja sancionado.

Entretanto, a senadora argumentou que a importância da convivência integral entre mãe e filho nos primeiros meses de vida da criança e o aleitamento materno para prevenção de doenças.

Um sonho desfeito da Daniele


Apenas 13 anos, este foi o tempo que deram para que a pequenina Danielle pudesse construir o seu castelo. Com tantas expectativas de poder realizar os seus desejos, e de repente foram interrompidos, mas precisamente no dia 27 de outubro, quando resolveu sair de casa logo cedo, sem avisar aos pais para visitar amigos em mangabeira oito, passaram –se uma semana e Dani não voltou, para tristeza de nós familiares, no dia 02 de novembro (finados) fomos surpreendidos com a triste noticia, de que um corpo feminino havia sido encontrado nas imediações de Mamanguape-Jacaraú. Ficamos apreensivos, porém esperançosos, já que a noticia nos jornais noticiava que, tratava-se de uma mulher, com aproximadamente 20 anos, enquanto a Dani só tinha 13.
Dizem que todos os membros da imprensa são curiosos, eu sendo uma delas, resolvi ligar para o IML, e me colocar a par do assunto, mas meu amigo Ednaldo plantonista naquele dia me alertava no sentido de que poderia não ser o corpo da Dani, por se tratar do estado que se encontrava o corpo, achando que ele haveria estar uns vinte ou trinta dias no local, mas disse: “se quiser olhar esteja á vontade”, senti um calafrio como se fosse um aviso de que seria a menina, não entrei, temendo ser ela, fui em mangabeira pegueis seus avós e seus pais e levei Para o IML para que eles entrassem e reconhecessem, em poucos minutos, sae a vó chorando e a mãe em pânico descaindo logo em seguida no pátio da instituição. Comecei a tremer, mas alguém tinha que dar forças para aqueles que estavam desmaiando, me fiz de forte e tentei consolá-los. Entrei para ter a certeza, mas ninguém conseguia identificá-la devido o seu corpo está totalmente em estado de putrefação. Sua cabeça foi decepada, estuprada cortadas com golpes de falcão, e ainda uma parte daquele corpinho carbonizado e foi colocado dentro de um saco. Vocês leitores não sabem a dor que estou sentindo neste momento relatando esta história verídica com minha prima. Hoje domingo, seus restos mortais ainda se encontram no IML, desde a última quinta-feira, onde aumenta mais o sofrimento dos familiares em saber que a Dani está ali feito lixo humano, onde já tinha sido consumido por produtos químicos, aves de rapinas e bichos carnívoros da mata do Ibama em mamaguape, enquanto isto seu(s) algoz (zes) encontrasse passeando por ai, esperando para atacar a próxima vítima. Mas acredito no trabalho das policias e da Justiça, tenho fé em Deus que (o) (os) culpado(s) pagará por este bárbaro crime que revoltou toda sociedade paraibana. Este psicopata há de pagar por tudo que fez com a nossa Danielle.
Você provavelmente não sabe, mas conhece pelo menos um psicopata. Especialistas acreditam que até três% da população pode ser composta de pessoas com esse tipo de transtorno de personalidade. Isso significa que a cada trinta pessoas, uma é psicopata. E, o mais importante: é aquele que você menos desconfia.
A maioria das pessoas quando pensa num psicopata, pensa num louco assassino, de cabelos despenteados e cara de mau. Alguém de quem você certamente fugiria se encontrasse numa rua deserta à noite. O Filme de Jack, o extirpador, refletem essa idéia. Ele geralmente é mostrado com os olhos esbugalhados, a boca distorcida, uma faca na mão e outra contraída em esgar de raiva e ódio. Na verdade, no caso de Jack e da grande maioria dos psicopatas, essa imagem é a mais distante possível da realidade. Além disso, a situação em que ocorreu o crime demonstra que as vítimas confiavam no assassino. Uma delas até comeu uvas oferecidas por ele.
A literatura criminal mostra que psicopatas são pessoas simpáticas, acima de qualquer suspeita, pois sabem que se revelarem sua verdadeira face, serão presos imediatamente. Assim, adotam uma máscara social.


Vou deixa a letra destas duas músicas que ela tanto gostava.

Bom Balanço - Daniela

Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai ai ai ai
Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai ai ai
Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai ai ai ai
Ai, ai, ai, ai, ai,

Não posso viver sem Daniela
Não posso viver sem Daniela
Seu amor e meu,
meu amor é dela.
Seu amor é meu,
meu amor é dela. (2x)


É muita beleza pra uma só pessoa
Tantos predicados, que menina boa.
É a flor mais linda, um favo de mel.
É um anjo lindo que caiu do céu


Não posso viver sem Daniela
Não posso viver sem Daniela
seu amor e meu,
meu amor é dela.
Seu amor é meu,
meu amor é dela. (2x)

Daniela, minha Dani
Minha Dani, Daniela
Daniela é rainha
A minha rainha é ela (2x)


Quando a gente ama, é amor sem fim
O jeito de Dani faz um bem pra mim
Quando seu cabelos se misturam aos meus
eu vou lá pro céu, pra junto de Deus


Não posso viver sem Daniela
Não posso viver sem Daniela
seu amor e meu,
meu amor é dela.
Seu amor é meu,
meu amor é dela.

Mas eu não posso viver sem Dani não
Não posso viver sem Daniela
seu amor e meu,
meu amor é dela.
Seu amor é meu,
meu amor é dela.


É muita beleza pra uma só pessoa
Tantos predicados, que menina boa
É a flor mais linda, um favo de mel
É um anjo lindo que caiu do céu


Não posso viver sem Daniela
Não posso viver sem Daniela
seu amor e meu,
meu amor é dela.
Seu amor é meu,
meu amor é dela.

Eu não posso viver sem Dani não
Não posso viver sem Daniela
seu amor e meu,
meu amor é dela.
Seu amor é meu,
meu amor é dela.

Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai ai ai ai
Ai Dani
Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai ai ai
Meu amor é Daniela
Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai ai ai ai
Meu amor é Dani, meu amor é Daniela
Ai, ai, ai, ai, ai
Não posso viver sem Daniela








Guerra Dos Meninos
Roberto Carlos
Composição: Roberto Carlos - Erasmo Carlos

Hoje eu tive um sonho que foi o mais bonito
Que eu sonhei em toda a minha vida
Sonhei que todo mundo vivia preocupado
Tentando encontrar uma saída
Quando em minha porta alguém tocou
Sem que ela se abrisse ele entrou
E era algo tão divino, luz em forma de menino
Que uma canção me ensinou
La…la..la… (coro)

Tinha na inocência a sabedoria
Da simplicidade e me dizia
Que tudo é mais forte quando todos cantam
A mesma canção e que eu devia
Ensinar a todos por ali
E quantos mais houvessem para ouvir
E a fé em cada coração, na força daquela canção
Seria ouvida lá no céu por Deus

La…la…la.. (coro)

E saí cantando meu pequeno hino
Quando vi que alguém também cantava
Vi minha esperança na voz de um menino
Que sorrindo me acompanhava
Outros que brincavam mais além
Deixavam de brincar pra vir também
E cada vez crescia mais aquele batalhão de paz
Onde já marchavam mais de cem

La…la…la… (coro)

De todos os lugares vinham aos milhares
E em pouco tempo eram milhões
Invadindo ruas, campos e cidades
Espalhando amor aos corações
Em resposta o céu se iluminou
Uma luz imensa apareceu
Tocaram fortes os sinos, os sons eram divinos
A paz tão esperada aconteceu
Inimigos se abraçaram e juntos festejaram
O bem maior, a paz, o amor e Deus

La…la…la… (coro)