Mulheres são prejudicadas por falta de delegada
A falta de uma delegada na Delegacia da Mulher de João Pessoa está prejudicando o atendimento de mulheres vítimas de violência. Com a saída nesta segunda-feira (26) da delegada titular Nadja Fialho, designada para a Delegacia de Acidentes de Trânsito; e a ausência de Cléa Lúcia Gomes, que está de férias, muitos inquéritos estão paralisados.
De acordo com um funcionário da delegacia, a escrivã Marilene é quem está assumindo a função "até que a delegada Cléa volte de férias". Segundo informações colhidas pelo Portal Correio na própria delegacia, ela só deverá voltar na quarta-feira, 5 de dezembro.
O problema foi confirmado pela auxiliar de enfermagem Raimunda do Nascimento Gonçalves, de 46 anos. Ela contou que procurou a Delegacia no dia 29 de agosto, depois de ter sido agredida pela irmã, a auxiliar de escritório Marta Sueli do Nascimento, de 36 anos.
Raimunda disse que desde então, tem sofrido com a morosidade nas investigações. Além de o laudo do exame de corpo de delito ter demorado mais de 30 dias para sair, ela teve que esperar mais de um mês para conseguir marcar uma audiência para que suas testemunhas fossem ouvidas.
Nesta segunda-feira (26), quando finalmente iria ter sua primeira audiência, Raimunda foi surpreendida com a notícia da saída de Nadja Fialho.
"Estou prejudicada porque preciso da conclusão do inquérito policial para entrar com uma ação contra minha agressora no Ministério Público", lamentou Raimunda. E acrescentou: "Agora o meu caso está empancado. Estou sendo ameaçada diariamente e sem delegada não há como continuar as investigações".
O secretário de Segurança Eitel Santiago confirmou a saída de Nadja Fialho da Delegacia da Mulher. Ele disse que em seu lugar vai ficar Cléa Lúcia Gomes, agora como titular.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
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